SOMOS TODOS UM - DOCUMENTÁRIO

18:19 Maisa


Filme reúne entrevistas com o Dalai Lama, o escritor Deepak Chopra e outros.
 Da Reuters


SÃO PAULO - Depois de o mercado editorial em todo o mundo ter sido inundado por publicações de auto-ajuda, nas últimas décadas, agora é o cinema que começa a abrir suas portas para obras que exaltam o poder mental e espiritual do ser humano.

 Seguindo a mesma proposta dos recentes "Quem somos nós?" e "O segredo", chega às telas do país "Somos todos um".

 Dirigido por Ward Powers, um advogado sem nenhuma experiência cinematográfica anterior, o documentário coloca as chamadas grandes questões a gurus da auto-ajuda, líderes espirituais e gente comum. "O que acontece quando morremos?", "qual o sentido da vida?" e "descreva Deus" são algumas das indagações que sustentam "Somos todos um".

Para tentar responder a essas dúvidas, entram em cena personalidades como o Dalai Lama, o escritor Deepak Chopra, o monge budista vietnamita Thich Nhat Hahn, indicado ao Prêmio Nobel da Paz, e Robert Thurman, acadêmico, ex-monge budista e pai da atriz Uma Thurman.

 Surgem também figuras menos conhecidas e mais inusitadas. Barbara Marx Hubbard é uma mulher que se diz arquiteta social e fundadora de uma sociedade que visa a harmonia universal.

 Já Dragonfly, também chamada de "Fada do Woodstock", mora em um refúgio nas montanhas e passa o tempo enfeitando o rosto de crianças - para ela, os anos hippies parecem não ter acabado. Há também o sem-teto Chris Willis que mora no Colorado e diz ter algo espiritual a ensinar às pessoas.

 O que muitos dos entrevistados parecem ter em comum é a opinião de que temos medo de nós mesmos, e que há um preço quando se confronta suas fobias e ansiedades.

 Ward resolveu fazer esse filme pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando teve a impressão de que o mundo estava se dividindo em grupos opostos. Ele acredita que com seu documentário poderá promover a união universal.

 Com uma visão "new age" do mundo, "Somos todos um" teve uma distribuição peculiar nos Estados Unidos, quando ficou pronto, em 2005. Sem apoio de grandes empresas ou distribuidoras, Ward lançou o filme em poucas salas e foi expandindo-o para o restante do país e outros continentes.

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