Declaração Universal dos Direitos da Água
O Dia Mundial da Água foi instituído a 22 de Março de 1992, pela ONU, ao mesmo tempo que foi redigida a “Declaração Universal dos Direitos da Água”:
1. A água faz parte do património do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é uma condição essencial à vida de todos os seres humanos, animais ou vegetais.
3. Os recursos naturais da transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser utilizada com racionalidade, cuidado e moderação.
4. O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionar naturalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, onde os ciclos começam.
5. A água não é somente uma herança dos nossos antepassados; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. A sua protecção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para com as gerações presentes e futuras.
6. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor económico: é preciso saber que é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode escassear em qualquer região do mundo.
7. A água não deve ser desperdiçada, poluída ou envenenada. A sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas actualmente disponíveis.
8. A utilização da água implica o respeito da lei. A sua protecção constitui uma obrigação jurídica para todos os homens que a utilizam. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.
9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos da sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social.
10. O planeamento da gestão da água deve ter em conta a solidariedade e o consenso em função da sua distribuição desigual sobre a Terra.
DECLARAÇÃO 1
19:02 Maisa
Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra
1º Simpósio Internacional sobre a Protecção do Património Geológico (em Digne-les-Bains, França, 1991)
1 - Assim como cada vida humana é considerada única, chegou a altura de reconhecer, também, o carácter único da Terra.
2 - É a Terra que nos suporta. Estamos todos ligados à Terra e ela é a ligação entre nós todos.
3 - A Terra, com 4500 milhões de anos de idade, é o berço da vida, da renovação e das metamorfoses dos seres vivos. A sua larga evolução, a sua lenta maturação, deram forma ao ambiente em que vivemos.
4 - A nossa história e a história da Terra estão intimamente ligadas. As suas origens são as nossas origens. A sua história é a nossa história e o seu futuro será o nosso futuro.
5 - A face da Terra, a sua forma, são o nosso ambiente. Este ambiente é diferente do de ontem e será diferente do de amanhã. Não somos mais que um dos momentos da Terra; não somos finalidade, mas sim passagem.
6 - Assim como uma árvore guarda a memória do seu crescimento e da sua vida no seu tronco, também a Terra conserva a memória do seu passado, registada em profundidade ou à superfície, nas rochas, nos fósseis e nas paisagens, registo esse que pode ser lido e traduzido.
7 - Os homens sempre tiveram a preocupação em proteger o memorial do seu passado, ou seja, o seu património cultural. Só há pouco tempo se começou a proteger o ambiente imediato, o nosso património natural. O passado da Terra não é menos importante que o passado dos seres humanos. Chegou o tempo de aprendermos a protegê-lo e protegendo-o aprenderemos a conhecer o passado da Terra, esse livro escrito antes do nosso advento e que é o património geológico.
8 - Nós e a Terra compartilhamos uma herança comum. Cada homem, cada governo não é mais do que o depositário desse património. Cada um de nós deve compreender que qualquer depredação é uma mutilação, uma destruição, uma perda irremediável. Todas as formas do desenvolvimento devem, assim, ter em conta o valor e a singularidade desse património.
9 - Os participantes do 1º Simpósio Internacional sobre a Protecção do Património Geológico, que incluiu mais de uma centena de especialistas de 30 países diferentes, pedem a todas as autoridades nacionais e internacionais que tenham em consideração e que protejam o património geológico, através de todas as necessárias medidas legais, financeiras e organizacionais.
(Tradução de Miguel M. Ramalho)
1 - Assim como cada vida humana é considerada única, chegou a altura de reconhecer, também, o carácter único da Terra.
2 - É a Terra que nos suporta. Estamos todos ligados à Terra e ela é a ligação entre nós todos.
3 - A Terra, com 4500 milhões de anos de idade, é o berço da vida, da renovação e das metamorfoses dos seres vivos. A sua larga evolução, a sua lenta maturação, deram forma ao ambiente em que vivemos.
4 - A nossa história e a história da Terra estão intimamente ligadas. As suas origens são as nossas origens. A sua história é a nossa história e o seu futuro será o nosso futuro.
5 - A face da Terra, a sua forma, são o nosso ambiente. Este ambiente é diferente do de ontem e será diferente do de amanhã. Não somos mais que um dos momentos da Terra; não somos finalidade, mas sim passagem.
6 - Assim como uma árvore guarda a memória do seu crescimento e da sua vida no seu tronco, também a Terra conserva a memória do seu passado, registada em profundidade ou à superfície, nas rochas, nos fósseis e nas paisagens, registo esse que pode ser lido e traduzido.
7 - Os homens sempre tiveram a preocupação em proteger o memorial do seu passado, ou seja, o seu património cultural. Só há pouco tempo se começou a proteger o ambiente imediato, o nosso património natural. O passado da Terra não é menos importante que o passado dos seres humanos. Chegou o tempo de aprendermos a protegê-lo e protegendo-o aprenderemos a conhecer o passado da Terra, esse livro escrito antes do nosso advento e que é o património geológico.
8 - Nós e a Terra compartilhamos uma herança comum. Cada homem, cada governo não é mais do que o depositário desse património. Cada um de nós deve compreender que qualquer depredação é uma mutilação, uma destruição, uma perda irremediável. Todas as formas do desenvolvimento devem, assim, ter em conta o valor e a singularidade desse património.
9 - Os participantes do 1º Simpósio Internacional sobre a Protecção do Património Geológico, que incluiu mais de uma centena de especialistas de 30 países diferentes, pedem a todas as autoridades nacionais e internacionais que tenham em consideração e que protejam o património geológico, através de todas as necessárias medidas legais, financeiras e organizacionais.
(Tradução de Miguel M. Ramalho)
TEXTO - LEONARDO BOFF
11:35 Maisa
"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)
(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09
(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09
site Leonardo Boff: http://www.leonardoboff.com/site/lboff.htm
PROJETO HYDROS
10:27 Maisa
Há urgência em realizarmos ações concretas e cotidianas para preservar a água do planeta.
O Projeto Hydros tenta mostrar o vínculo entre o planeta e o ser humano em relação à água, do qual ainda não estamos conscientes. Levantamos a questão: “Como me relaciono com a água?”. Não sabemos. Está na hora de percebermos tudo o que fazemos com ela na construção da realidade de uma pessoa, de uma cidade, de um negócio ou de um país, e como cada uma dessas ações afeta o presente, o hoje, o agora.
site do PROJETO HYDROS: http://www.projetohydros.com/
O Projeto Hydros tenta mostrar o vínculo entre o planeta e o ser humano em relação à água, do qual ainda não estamos conscientes. Levantamos a questão: “Como me relaciono com a água?”. Não sabemos. Está na hora de percebermos tudo o que fazemos com ela na construção da realidade de uma pessoa, de uma cidade, de um negócio ou de um país, e como cada uma dessas ações afeta o presente, o hoje, o agora.
site do PROJETO HYDROS: http://www.projetohydros.com/
Vídeo 3 - WWF
11:44 Maisa
Vídeo da organização WWF, "World Wide Fund For Nature" ou “Fundo Mundial para a Natureza”
Vídeo 2 - WWF
11:41 Maisa
Vídeo da organização WWF, "World Wide Fund For Nature" ou “Fundo Mundial para a Natureza”
Vídeo 1 - WWF
11:38 Maisa
Vídeo da organização WWF, "World Wide Fund For Nature" ou “Fundo Mundial para a Natureza”.
RECICLE EM CASA
10:32 Maisa
* clique na imagem para ampliar
fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-mais-limpo/noticia/2012/04/saiba-o-que-voce-pode-reciclar-em-casa.html
fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-mais-limpo/noticia/2012/04/saiba-o-que-voce-pode-reciclar-em-casa.html
ECO ESPIRITUALIDADE
20:49 Maisa
MEIO AMBIENTE – SOBREVIVÊNCIA E ESPIRITUALIDADE
A todo instante assistimos às catástrofes ambientais divulgadas pelos principais meios de comunicação.Vastas áreas florestais destruídas pelo fogo, explorações madeireiras clandestinas, depleção de estoques pesqueiros,aterros de mangues, poluição, efeito estufa, derramamentos de petróleo, instabilidade climática. Resultados de fortesações propositais e inconseqüentes causadas pelo homem ao meio ambiente. Mas existem também as pequenasações, praticadas no dia-a-dia pelos bilhões de seres humanos que habitam o Planeta Terra, e cujo somatório revertem-nas em catástrofes muitas vezes ainda maiores que aquelas.
O acúmulo de lixo, o gasto excessivo de água e energia elétrica, e ainda a falta de manifestação pública das pessoas de uma forma geral, a favor de um maior comprometimento dos governos, indústrias e empresas, são comportamentos comuns em nossa sociedade. A Internet está repleta de Organizações, relatos, manifestos em defesa do meio ambiente. Mas ainda são pequenas sementes. É preciso que todas as pessoas se engajem nessa luta pelo maior patrimônio da humanidade que é o Planeta em que vivemos!
A maioria das pessoas ainda não percebeu que preservar a natureza não é simplesmente uma atitude poética ou apologética à beleza, à paz, à harmonia, à sabedoria da natureza. Apesar do nosso planeta de fato apresentar estas dádivas, nossa dependência a nível de sobrevivência suplanta estas questões. O homem ainda não percebeu que vem destruindo suas próprias garantias de sobrevivência. Além disso, cada vez compromete mais sua qualidade de vida. Como bem expressou Céu D´Ellia, os indicadores da crise ambiental refletem mais que uma crise ambiental, mas a nossa crise é sim, reflexo de uma crise maior: de valores, relacionamentos, identidade e conhecimento (e adiciono que tudo isso está relacionado ao espiritual), levando-nos ao consumo inconseqüente, que coloca o planeta em risco.
O espiritual, que não significa religiosidade, como cita Sérgio Buaiz, envolve valores morais e éticos, solidariedade, atitude positiva e responsabilidade social. E como exercer estas questões se olvidamos a questão da preservação do meio ambiente, da garantia do bem-estar das gerações futuras?
Assim, a preservação do meio ambiente está associada a uma necessidade vital para o ser humano. E está associada não somente a pequenas e grandes mudanças de atitude em relação ao meio ambiente, mas também mudanças de atitude perante a nossa própria vida, nossos valores, nossos semelhantes, nossas futuras gerações.
Preservar o meio ambiente é amar o nosso próximo, é respeitar a vida, a natureza do planeta, é reconhecer os nossos limites de sustentação, e revermos nossos próprios valores e atitudes em todos os aspectos de nossas vidas, inclusive o espiritual. Nossa harmonia interior depende de como exercemos nossa relação com o mundo exterior e vice-versa.
A interrelação entre a questão ambiental e a questão espiritual é inquestionável, e já originou a disciplina
Eco-espiritualidade, muito difundida pelo nosso ilustre Leonardo Boff. Repensarmos nossa postura com relação ao nosso meio ambiente, é investirmos em nosso aprimoramento não somente material, mas também moral, intelectual, espiritual. A boa conduta deve expandir-se a todas as nossas dimensões humanas e a todos os aspectos de nossa vida, em nosso lar, nosso ambiente de trabalho, nossa cidade, nosso Planeta. Qualidade de vida, bem-estar, sustentabilidade e a garantia destes valores às gerações futuras devem compor nossos valores e conduta. Sim, também é preciso vencermos o egoísmo e o imediatismo, desconsiderando as gerações futuras do porvir – que aliás, podem ser nós mesmos se acreditarmos em reencarnação! Mas nem é bom pensarmos por aí - pois assim não estaremos tendo o desprendimento da doação incondicional, mas novamente por egoísmo: por nós mesmos nas próximas vidas. Isso me lembra um dos melhores ditados populares que já ouvi: “se o homem soubesse a vantagem de ser bom, seria bom por egoísmo”. De uma forma ou de outra, a questão da preservação ambiental, do desenvolvimento sustentável, exige que cada um faça a sua parte, numa atitude de amor pela humanidade, dentro dos princípios éticos, e mesmo, espirituais.
A todo instante assistimos às catástrofes ambientais divulgadas pelos principais meios de comunicação.Vastas áreas florestais destruídas pelo fogo, explorações madeireiras clandestinas, depleção de estoques pesqueiros,aterros de mangues, poluição, efeito estufa, derramamentos de petróleo, instabilidade climática. Resultados de fortesações propositais e inconseqüentes causadas pelo homem ao meio ambiente. Mas existem também as pequenasações, praticadas no dia-a-dia pelos bilhões de seres humanos que habitam o Planeta Terra, e cujo somatório revertem-nas em catástrofes muitas vezes ainda maiores que aquelas.
O acúmulo de lixo, o gasto excessivo de água e energia elétrica, e ainda a falta de manifestação pública das pessoas de uma forma geral, a favor de um maior comprometimento dos governos, indústrias e empresas, são comportamentos comuns em nossa sociedade. A Internet está repleta de Organizações, relatos, manifestos em defesa do meio ambiente. Mas ainda são pequenas sementes. É preciso que todas as pessoas se engajem nessa luta pelo maior patrimônio da humanidade que é o Planeta em que vivemos!
A maioria das pessoas ainda não percebeu que preservar a natureza não é simplesmente uma atitude poética ou apologética à beleza, à paz, à harmonia, à sabedoria da natureza. Apesar do nosso planeta de fato apresentar estas dádivas, nossa dependência a nível de sobrevivência suplanta estas questões. O homem ainda não percebeu que vem destruindo suas próprias garantias de sobrevivência. Além disso, cada vez compromete mais sua qualidade de vida. Como bem expressou Céu D´Ellia, os indicadores da crise ambiental refletem mais que uma crise ambiental, mas a nossa crise é sim, reflexo de uma crise maior: de valores, relacionamentos, identidade e conhecimento (e adiciono que tudo isso está relacionado ao espiritual), levando-nos ao consumo inconseqüente, que coloca o planeta em risco.
O espiritual, que não significa religiosidade, como cita Sérgio Buaiz, envolve valores morais e éticos, solidariedade, atitude positiva e responsabilidade social. E como exercer estas questões se olvidamos a questão da preservação do meio ambiente, da garantia do bem-estar das gerações futuras?
Assim, a preservação do meio ambiente está associada a uma necessidade vital para o ser humano. E está associada não somente a pequenas e grandes mudanças de atitude em relação ao meio ambiente, mas também mudanças de atitude perante a nossa própria vida, nossos valores, nossos semelhantes, nossas futuras gerações.
Preservar o meio ambiente é amar o nosso próximo, é respeitar a vida, a natureza do planeta, é reconhecer os nossos limites de sustentação, e revermos nossos próprios valores e atitudes em todos os aspectos de nossas vidas, inclusive o espiritual. Nossa harmonia interior depende de como exercemos nossa relação com o mundo exterior e vice-versa.
A interrelação entre a questão ambiental e a questão espiritual é inquestionável, e já originou a disciplina
Eco-espiritualidade, muito difundida pelo nosso ilustre Leonardo Boff. Repensarmos nossa postura com relação ao nosso meio ambiente, é investirmos em nosso aprimoramento não somente material, mas também moral, intelectual, espiritual. A boa conduta deve expandir-se a todas as nossas dimensões humanas e a todos os aspectos de nossa vida, em nosso lar, nosso ambiente de trabalho, nossa cidade, nosso Planeta. Qualidade de vida, bem-estar, sustentabilidade e a garantia destes valores às gerações futuras devem compor nossos valores e conduta. Sim, também é preciso vencermos o egoísmo e o imediatismo, desconsiderando as gerações futuras do porvir – que aliás, podem ser nós mesmos se acreditarmos em reencarnação! Mas nem é bom pensarmos por aí - pois assim não estaremos tendo o desprendimento da doação incondicional, mas novamente por egoísmo: por nós mesmos nas próximas vidas. Isso me lembra um dos melhores ditados populares que já ouvi: “se o homem soubesse a vantagem de ser bom, seria bom por egoísmo”. De uma forma ou de outra, a questão da preservação ambiental, do desenvolvimento sustentável, exige que cada um faça a sua parte, numa atitude de amor pela humanidade, dentro dos princípios éticos, e mesmo, espirituais.
Por Clara Emilie Boeckmann
SER ECOVIVO NA PRÁTICA
17:30 Maisa
Como ser um ecovivo na prática, em meu dia-a-dia?
Começando com atitudes simples e conscientes, que possam melhorar a sua qualidade de vida, dos seus semelhantes e do ambiente aonde vive.
A ECOVIDA PLANETÁRIA não enfatiza somente a relação entre homem e meio ambiente, é muito mais do que isso, pois o ser ECOVIVO utiliza um código de conduta, onde trabalha o lado psíquico e espiritual, elevando sua vibração a ponto de "enxergar diferente" a vida e viver de uma forma mais harmoniosa.
Não existe um código rígido, pois cada pessoa, dentro de sua personalidade, irá moldar o que melhor se aplica a sua vida, de acordo com o lugar aonde vive, sua vida familiar e social.
O ser ECOVIVO é consciente de seus atos e pensamentos, sabendo diferenciar o que faz parte do "velho mundo" e do "novo mundo", o que é a velha personalidade (não desperta) e a nova personalidade (desperta).
Basicamente o ser ECOVIVO dá importância às seguintes questões:
* É consciente de que existe uma Energia Suprema que rege todo o Universo, pode chamá-la de Deus, Fonte, Todo, Ser Superior, mas observa essa questão de uma forma mais madura, não colocando características humanas (com falhas) nessa Energia (pois antigamente acreditava-se que Deus era um velho barbudo, que nos castigaria se não fossemos corretos).
* Está em constante conexão com essa Energia Superior, sentindo que faz parte dela, é feita dela, portanto tem potencial para ser um co-criador no planeta, digno de abundância, saúde, prosperidade e contentamento.
* Sabe que a vida terrena é transitória, vive em um corpo físico experienciando situações e partirá deste plano para outros.
* Compreende que a matéria é importante, mas não devemos viver somente para ela, pois é transitória.
* Tem um bom grau de amor próprio, sem este é impossível amar seus semelhantes e toda a natureza.
* Aperfeiçoa-se cada vez mais, compreendendo que está em um processo evolutivo.
* Tem um sentimento de que a vida, a terra e o próprio corpo são sagrados.
* Consegue identificar quando seus atos são dirigidos pelo ego ou pelo espírito.
* Sabe que o maior problema da humanidade é o medo, vindo do ego, gerando destruição em todas as formas.
* É naturalmente ético, sensível, pró-ativo, diplomático, educado e benevolente.
* Respeita as diversas classes sociais, raças, etnias, culturas e religiões.
* Entende que através do respeito e do amor não há possibilidade de guerras.
* Vive de forma equilibrada, tendo uma vida saudável, cuidando do corpo com exercícios físicos, boa alimentação, sono adequado e alimenta a sua pisque com materiais saudáveis.
* Respeita os animais, valoriza toda e qualquer vida.
* Respeita a flora e os minerais.
* Vive em harmonia com a natureza, sabendo que ela dá, mas é preciso devolver ou manter o que existe.
* Valoriza a água como um presente divino, utilizando-a de forma equilibrada.
* Não polui rios, mares, matas ou cidades.
* Não desperdiça alimentos, materiais, energia elétrica e água.
* Não desperdiça alimentos, materiais, energia elétrica e água.
* Não sente necessidade de comer carne, mas se achar importante alimenta-se com parcimônia.
* Procura trabalhos filantrópicos a fim de realizar ações em benefício do todo.
* Não sente necessidade de atacar ou competir, mas de interagir.
* Colabora com a família, amigos e colegas de trabalho.
* Não é workaholic (compulsivo por trabalho).
* Consome de forma consciente, observa se determinados produtos são testados em animais, qual a sua procedência e forma de manufatura.
* Não utilza entorpecentes (drogas).
* Compreende que os vícios ou compulsões são fugas emocionais (drogas, álcool, sexo, compras, jogos, fanatismo religioso, etc).
* Não utilza entorpecentes (drogas).
* Compreende que os vícios ou compulsões são fugas emocionais (drogas, álcool, sexo, compras, jogos, fanatismo religioso, etc).
* Recicla materiais.
* Não utiliza roupas com peles naturais de animais.
* Busca compreender o processo político do mundo na atualidade, pois não é um ser alheio ao que acontece ao seu redor, tendo suas opiniões.
* Não se deixa manipular facilmente, não se vende a qualquer preço.
* Seus atos são decorrentes do pensamento “Isso beneficiará o maior número de seres, contribuirá positivamente, não prejudicará a natureza?”
* Não impõe suas idéias e ideais, apenas expõe e vive de acordo com sua conduta.
* Não participa de discussões com palavreado de baixo calão, não utiliza seu tempo para fofocas, muito menos para prejudicar terceiros.
* Compreende que somente sendo um NOVO HUMANO NA TERRA, ou seja, o mesmo ser, mas com a mente e o espírito renovado, poderá fazer uma grande transformação, podendo sair deste ciclo de sofrimentos. Não podemos confundir esses tópicos com "ser bonzinho", pois isso seria ingenuidade, o ser humano sempre está evoluindo, essas características não devem ser de alguém "certinho" demais, perfeito demais, mas daquele que já percebeu que o velho modo de ser não vai colaborar em nada para vivermos de forma plena.
* Essa lista não tem uma ordem, não é definitiva, pode ser modificada, são conceitos, parâmetros do que é ser ECOVIVO ou DESPERTO.
Texto: Maisa Correia
PLANTE BOAS SEMENTES
16:16 Maisa
Cultive a sua terra interior com sementes que dão lindas flores e saborosos frutos.
Com o tempo, vem a colheita do que você plantou.
Semeie no seu coração as sementes da paz, prosperidade, espiritualidade.
Nos assuntos, tome o lado benéfico; no planejamento da vida, resista ao mal e imagine as alegrias futuras;
Nos relacionamentos, veja os outros como filhos de Deus;
No lar e no trabalho, use paciência e amor.
Nas dificuldades, ore sempre.
A semente do bem que se planta rende bons frutos permanentemente.
A felicidade não vem pronta, você é quem faz.
Com o tempo, vem a colheita do que você plantou.
Semeie no seu coração as sementes da paz, prosperidade, espiritualidade.
Nos assuntos, tome o lado benéfico; no planejamento da vida, resista ao mal e imagine as alegrias futuras;
Nos relacionamentos, veja os outros como filhos de Deus;
No lar e no trabalho, use paciência e amor.
Nas dificuldades, ore sempre.
A semente do bem que se planta rende bons frutos permanentemente.
A felicidade não vem pronta, você é quem faz.
COMO SER UM ECOVIVO
14:00 Maisa
Se você deseja mudanças no mundo, comece por você, jamais existirão transformações externas sem transformações internas.
Um ser ecovivo não é um santo, moralista, muito menos fanático sendo o popular "ecochato", apenas aprende como viver em harmonia com seus semelhantes, respeitando a todos e a natureza.
Atitudes simples, mas eficazes e uma vida mais simples e consciente podem mudar o rumo de um futuro desastre no planeta.
Primeiramente podemos pensar..."Como posso modificar e ser melhor? Que atitudes podem ser mais inteligentes e como posso colaborar para o bem-estar de meus semelhantes, dos animais e do planeta?"
Muitas vezes precisamos de profundas crises existenciais para modificarmos certos aspectos em nossa vida ou mudamos naturalmente, através de uma conscientização.
O objetivo maior de um ecovivo é sentir paz e harmonia, transmutando tudo na energia do amor, somente quando ele sente uma conexão com Deus, sua vida começa a ter um novo sentido. Não é necessário uma religião, se já tiver uma e sentir-se bem, continue...sempre lembrando que regras rígidas e fanatismo não levam a nada, a não ser uma exaustão psíquica e energética.
Essa conexão com a Energia Superior (independente de uma religião) pode ser conquistada através da MEDITAÇÃO, pois o ser entra em profundo contato com o seu espírito e se conecta com a Fonte (Deus).
Não são necessárias experiências magníficas e uma transformação da noite para o dia, mas essa concentração no AGORA, esse sentimento de vida fluindo dentro de nós mesmos e uma alegria natural junto a gratidão por tudo o que existe começa a transformar-nos, passo a passo, como um caminho a iluminação.
Com a consciência mais aberta e fluida, o ser começa a questionar ou sentir de forma mais profunda...sente as alegrias e as dores do mundo. Geralmente as dores do mundo ficam mais "vivas" aos nossos olhos, portanto temos vontade de fazer caridade, nos dedicamos a uma causa, sabendo que...sozinhos não mudaremos o mundo e nessa viagem que é a vida haverão muitas decepções, sendo algo natural, uma vez que vivemos no meio de pessoas menos evoluídas e mais evoluídas.
A pessoa em plena transformação pode buscar grupos, associações, ONGs, entidades sem fins lucrativos, etc; identificando-se com um trabalho social ela começa a entender o poder de se DOAR ou COMPARTILHAR.
As transformações são psíquicas e espirituais, um ecovivo ou um ser desperto pode estar no meio da multidão sem ser notado, pois ele não precisa fazer alardes e não se sente especial, não precisa utilizar roupas diferentes e não precisa ser fundador de uma nova religião. Este ser apenas faz a sua parte dentro do todo, assim como as abelhas e as formigas, cada uma sabe qual é o seu trabalho e a sua responsabilidade, mas trabalham para um bem maior.
Naturalmente o ser desperto identifica o que o levará ao bem estar (dele e dos demais), então torna-se um ativista, um colaborador, um conselheiro, professor, alguém que fará uma ligação entre ideias, ações e futuros despertos (ou ecovivos).
Por que o termo ECOVIVO? Porque nos sentimos vivos se estivermos em harmonia com nosso espírito, com nosso corpo (que é uma casa - eco), com nossos semelhantes e com a natureza (incluindo animais, vegetais, minerais)...pois tudo é uma rede interconectada de ação e reação, tudo torna-se um conjunto. Se planto uma semente, ela torna-se uma árvore, depois vem os frutos, colho os frutos e me alimento, sinto-me vivo devido a este alimento, como estou alimentado tenho forças para trabalhar e auxiliar os outros, que se alimentam da mesma Terra, é uma relação de troca constante, de fluidez, interconectada, portanto somos ECOVIVOS, vivemos dessa relação entre Terra e Vida, sem a Terra seria impossível existirmos.
A Terra (Mãe Gaia) é a maior doadora de vida e o que fazemos com ela? Maltratamos, retiramos, sugamos, destruímos, essa não é uma relação de troca, é uma relação de ganância...não há troca e fluidez, por isso a Terra dá, mas não há tempo para se refazer.
O ecovivo sabe que todos somos seres espirituais tendo uma experiência terrena, assim como a Mãe Gaia (o espírito da Natureza). Basta observar os indígenas, como eles tratam a Terra com amor e respeito, como agradecem pelo alimento, pela água, como veneram o sol e a lua, isso não é atraso...é um modo de viver respeitoso e SAGRADO.
Texto: Maisa Correia
COMERCIAL SOBRE ECOLOGIA
10:56 Maisa
Um vídeo muito simpático, mas que demonstra a realidade. Até onde vai a ganância do homem?
SER ECOVIVO
19:50 Maisa
Ser ECOVIVO é um termo derivado de ser DESPERTO.
Um ser desperto é aquele que já passou pela fase da superficialidade da vida na Terra, tem questionamentos profundos, uma consciência mais apurada e seu modo de agir é mais abrangente, pois já ultrapassou a fase egóica.
Quando o ser tem simbiose com o EGO, tem um grande sentimento de posse sobre tudo, pois seu maior medo é morrer ou perder o corpo físico. Como deseja controlar a vida devido a insegurança, sofre com tudo, com o que tem e com o que não tem.
A pessoa que despertou é aquela que enxerga com os olhos da alma e age de acordo com sua intuição, como tem um contato profundo com o espírito sabe que na vida tudo é transitório, portanto as coisas vem e vão, as coisas ruins passam e as coisas boas também passam.
Um ser humano que passou por transformações mentais e espirituais já se encontra pronto para co-criar, pois não tem apenas o desejo de se satisfazer, sabe que compartilhando encontrará a paz e o sentido da vida. O ser humano desperto não trabalha somente para si, para seu sustento e para adquirir bens materiais, mas sabe que a melhor forma é trabalhar pelo bem do todo, portanto busca a filantropia e através do altruísmo age em benefício da humanidade.
Muitos seres iluminados passaram pela Terra com a missão de ensinar a humanidade a perceber seu aspecto divino, mas o fato de serem seres especiais não fez com que suas vidas fossem fáceis, temos grandes exemplos como Siddhartha Gautama (Buda), Jesus Cristo, São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, entre outros. Viveram para despertar outros seres humanos para a Verdade, tinham uma profunda consciência do Todo, cuidando de doentes, pobres e animais...exaltando a vida em todos os momentos, mesmo no sofrimento sentiam um estado de contentamento, com a alma em grande júbilo, pois estavam cumprindo sua missão.
O ser ECOVIVO não precisa ser um avatar, um santo, alguém especial ou ter uma grande missão, pode ser qualquer um que queira DESPERTAR, para que seja um NOVO HUMANO NA TERRA.
Mas como despertar? Como saberei se sou um ser desperto ou um ecovivo? Quando você fizer aquilo que canta em seu coração, doando-se e entregando seu trabalho para um bem maior, quando você não desejar mais competir e obter poder a todo custo, quando o status não lhe interessa mais, quando consegue sentir GRATIDÃO pela beleza de uma manhã, quando tem espontaneidade e não precisa usar máscaras e quando exalta a natureza em todas as suas formas.
Quando você não tem mais ataques de raiva, mas sabe que ela é natural do ser humano e canaliza-a para a construção de um bem maior, quando consegue viver neste exato momento, sendo inteiro...vivendo o presente, sem sentir dores pelo passado ou ansiedade pelo futuro, quando respeita a sabedoria dos idosos, quando brinca com crianças e animais, quando solta o corpo e dança...quando CELEBRA A VIDA....como uma grande dádiva divina.
O ECOVIVO é realmente vivo, pois ele vive no momento presente, sem angústias, sabendo quais são sua tarefas, sem utilizar de lamúrias, como se a vida fosse pesada e amarga. O ser desperto não tem medo da morte, pois ele sabe que veio de algum lugar antes de nascer, passará um tempo neste corpo físico e depois partirá, indo para outros mundos.
O ECOVIVO vive dentro da ECO ESPIRITUALIDADE, pois respeita o seu corpo, tornando-o um templo, respeita seus semelhantes, respeita a Terra, a Grande Mãe que dá todos os frutos, está em sintonia como o Divino, em perfeita conexão com a Grande Energia, portanto sente um contentamento equilibrado e atua neste mundo como mais um lugar por onde passamos, como viajantes cósmicos.
Texto: Maísa Correia
O UNIVERSO
11:18 Maisa
O Universo é constituído de tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e todas as formas de matéria e energia. O termo Universo pode ser usado em sentidos contextuais ligeiramente diferentes, denotando conceitos como o cosmo, o mundo ou natureza.
A palavra Universo é geralmente definida como englobando tudo. Entretanto, usando uma definição alternativa, alguns cosmologistas têm especulado que o "Universo", composto do "espaço em expansão como o conhecemos", é somente um dos muitos "universos", desconectados ou não, que são chamados multiversos. Por exemplo, em Interpretação de muitos mundos, novos "universos" são gerados a cada medição quântica. Acredita-se, neste momento, que esses universos são geralmente desconectados do nosso, portanto, impossíveis de serem detectados experimentalmente. Observações de partes antigas do universo (que situam-se muito afastadas) sugerem que o Universo vem sendo regido pelas mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história. No entanto, na teoria da bolha, pode haver uma infinidade de "universos" criados de várias maneiras, e talvez cada um com diferentes constantes físicas.
Ao longo da história, varias cosmologias e cosmogonias têm sido propostas para explicar as observações do Universo. O primeiro modelo geocêntrico quantitativo foi desenvolvido pelos gregos antigos, que propunham que o Universo possui espaço infinito e tem existido eternamente, mas contém um único conjunto de círculos concêntricos esferas de tamanho finito - o que corresponde a estrelas fixas, o Sol e vários planetas – girando sobre uma esférica mas imóvel Terra. Ao longo dos séculos, observações mais precisas e melhores teorias levaram ao modelo heliocêntrico de Copérnico e ao modelo newtoniano do Sistema Solar respectivamente. Outras descobertas na astronomia levaram a conclusão de que o Sistema Solar está contido em uma galáxia composta de milhões de estrelas, a Via Láctea, e de que outras galáxias existem fora dela, tão longe quanto os instrumentos astronômicos podem alcançar. Estudos cuidadosos sobre a distribuição dessas galáxias e suas raias espectrais contribuíram muito para a cosmologia moderna. O descobrimento do desvio para o vermelho e da radiação cósmica de fundo em micro-ondas revelaram que o Universo continua se expandindo e aparentemente teve um princípio.
De acordo com o modelo científico vigente do Universo, conhecido como Big Bang, o Universo surgiu de um único ponto ou singularidade onde toda a matéria e energia do universo observável encontrava-se concentrada numa fase densa e extremamente quente chamada Era de Planck, . A partir da Era Planck, o Universo vem se expandindo até sua atual forma, possivelmente com curtos períodos (menos que 10−32 segundos) de inflação cósmica. Diversas medições experimentais independentes apoiam teoricamente tal expansão e a Teoria do Big Bang. Esta expansão tem-se acelerado por ação da energia escura, uma força oposta à gravidade que está agindo mais que esta devido ao fato das dimensões do Universo serem grandes o bastante para dissipar a força gravitacional. Porém, devido ao escasso conhecimento a respeito da energia escura, é ainda pequeno o entendimento do fenômeno e sua influência no destino do Universo.
Atuais interpretações de observações astronômicas indicam que a idade do Universo é de 13,73 (± 0,12) bilhões de anos, e seu diâmetro é de 93 bilhões de anos-luz ou 8,80 ×1026 metros. De acordo com a teoria da relatividade geral, o espaço pode expandir-se tão rápido quanto a velocidade da luz, embora possamos ver somente uma pequena fração do universo devido à limitação imposta pela velocidade da luz. É incerto se a dimensão do espaço é finita ou infinita.
SUSTENTABILIDADE
10:54 Maisa
Sustentabilidade é a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Ultimamente este conceito, tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras, o que requereu a vinculação da sustentabilidade no longo prazo, um "longo prazo" de termo indefinido, em princípio.
Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito complexo, que gerou dois programas nacionais. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que é a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Economicas e Ambientais.
Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet.
• Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. O homem é a parte mais importante do meio ambiente.
• Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.
• Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.
O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:
Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito complexo, que gerou dois programas nacionais. O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes, mas podemos dizer que é a capacidade de integrar as Questões Sociais, Energéticas, Economicas e Ambientais.
Com a finalidade de preservar o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras, foram criados dois programas nacionais: o Procel (eletricidade) e o Conpet.
• Questão Social: Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. O homem é a parte mais importante do meio ambiente.
• Questão Energética: Sem considerar a questão energética, não há sustentabilidade. Sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.
• Questão Ambiental: Sem considerar a questão ambiental, não há sustentabilidade. Com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.
O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja:
* ecologicamente correto
* economicamente viável
* socialmente justo
* culturalmente diverso
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
SÃO FRANSCICO DE ASSIS
09:16 Maisa
Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis (Assis, 5 de julho de 1182 — 3 de outubro de 1226), foi um frade católico da Itália. Depois de uma juventude irrequieta e mundana, voltou-se para uma vida religiosa de completa pobreza, fundando a ordem mendicante dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos, que renovaram o Catolicismo de seu tempo. Com o hábito da pregação itinerante, quando os religiosos de seu tempo estavam mais ligados aos mosteiros rurais, e com sua crença de que o Evangelho devia ser seguido à risca, imitando-se a vida de Cristo, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Alguns estudiosos afirmam que sua visão positiva da natureza e do homem, que impregnou a imaginação de toda a sociedade de sua época, foi uma das forças primeiras que levaram à formação da filosofia da Renascença.
Dante Alighieri disse que ele foi uma "luz que brilhou sobre o mundo", e para muitos ele foi a maior figura do Cristianismo desde Jesus, mas a despeito do enorme prestígio de que ele desfruta até os dias de hoje nos círculos cristãos, que fez sua vida e mensagem serem envoltas em copioso folclore e darem origem a inumeráveis representações na arte, a pesquisa acadêmica moderna sugere que ainda há muito por elucidar quanto aos aspectos políticos de sua atuação, e que devem ser mais exploradas as conexões desses aspectos com o seu misticismo pessoal. Sua vida é reconstruída a partir de biografias escritas pouco após sua morte e,segundo alguns críticos, essas fontes primitivas ainda estão à espera de edições críticas mais profundas e completas, pois apresentariam contradições factuais e seriam inclinadas a fazer uma apologia de seu caráter e obras e, assim, deveriam ser analisadas sob uma óptica mais científica e mais isenta de apreciações emocionais do que tem ocorrido até agora, a fim de que sua verdadeira estatura como figura histórica e social, e não apenas religiosa, se esclareça. De qualquer forma, sua posição como um dos grandes santos da Cristandade se firmou enquanto ele ainda era vivo, e permanece inabalada. Foi canonizado pela Igreja Católica menos de dois anos após falecer, em 1228, e por seu apreço à natureza é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente.
FILME IRMÃO SOL, IRMÃ LUA
09:10 Maisa
A História de São Francisco de Assis.
Parte 1 - assista o filme completo neste link
http://www.youtube.com/watch?v=_dRCVHWaKaY
Parte 1 - assista o filme completo neste link
http://www.youtube.com/watch?v=_dRCVHWaKaY
MAHATMA GANDHI
09:01 Maisa
“Senhor, ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda. Não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo; nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me. E se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim.”
Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda. Não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo; nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me. E se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim.”
Mahatma Gandhi - Mohandas Karamchand Gandhi (em hindi: मोहनदास करमचन्द गान्धी; em guzerate: મોહનદાસ કરમચંદ ગાંધી; Porbandar, 2 de outubro de 1869 — Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
O NOVO HUMANO NA TERRA
08:04 Maisa
O conceito de NOVO HUMANO NA TERRA não é uma novidade, mas é importante reconhecê-lo e integrá-lo, pois sendo apenas uma ideia, não gera modificações necessárias dentro de nós e no meio em que vivemos.
O novo humano é aquele que compreende a ideia de UNICIDADE, mesmo percebendo as diferenças entre culturas, raças, ideologias ou religiões. Diante dessa compressão de que somos todos seres vivos, oriundos da mesma Fonte Criadora, não há motivo para a DUALIDADE.
A DUALIDADE é aquilo que separa, tudo tem dois pólos, portanto existe o bem e o mal, o claro e o escuro, a alegria e a tristeza e assim por diante, vivemos no mundo da dualidade e isso nos prejudica, pois nos sentimos SEPARADOS, gerando conflitos internos e externos.
É muito importante a DIVERSIDADE, só assim nosso planeta tem uma riqueza de seres humanos, animais e espécies vegetais ou marinhas...é maravilhoso compreender a extensão da bondade divina em colocar no nosso planeta tantas cores, sabores, texturas, espécies para que possamos viver dentro da ABUNDÂNCIA.
Mas nós, com nossa ignorância, conseguimos classificar a DIVERSIDADE em boa e ruim, rotulando tudo a nossa volta, transformando a variedade (vinda da Grande Inteligência Divina) como importante ou menos importante, boa ou ruim.
Devido ao sentimento de separação, nos sentimos sozinhos no mundo, movidos pelo medo, pois acreditamos na luta e na sobrevivência de forma sofredora, tornando nossa vida pesada e amarga, sentimos os sofrimentos que vem do ego, com uma sensação constante de possível ataque, de insegurança, possibilidade de fome e pobreza...realmente...VIVEMOS ASSIM, PORQUE ACREDITAMOS QUE A VIDA DEVE SER ASSIM.
A falta de conexão com o DIVINO e com a nossa divindade torna-nos separados e doentes (fisicamente, emocionalmente e espiritualmente)...a vida na Terra tornou-se um caos, onde o estresse gerado pela ganância e insegurança são fatores fundamentais para que os seres humanos sintam um grande vazio, uma grande insatisfação.
Essa insatisfação constante que todos sentem transformou-se no maior índice da história em termos de doenças psíquicas, incluindo depressão, síndrome do pânico, ansiedade e outros transtornos. As doenças psicossomáticas tomaram conta dos consultórios, enquanto a humanidade tenta encontrar meios para aliviar suas dores emocionais com certos excessos.
A busca incessante por maior poder econômico gera mais insatisfação, toda a ansiedade gerada para conquistar bens materiais transformou-se numa guerra psicológica e cada vez mais os seres estão buscando fugas através de compulsões (excesso de alimentação, compras, drogas, álcool, tabagismo, sexo, jogos, etc).
O ser humano pode ter mais dinheiro, pode ter uma vida mais confortável...ao mesmo tempo vive infeliz, desconectado da sua realidade divina, busca por soluções externas, entra em diversas religiões à procura de um Deus externo que salva de tudo ou acredita que através de uma vida promíscua, sendo o "tudo ou nada" pode sentir algum alívio.
Dentro da sociedade os homens sentem-se separados, tudo começa com um sobrenome, uma localização geográfica, a classe social, a cor da pele, sua bagagem intelectual e cultural e as diferenças étnicas. Acham que uns países são melhores que os outros, umas religiões são melhores que outras e a confusão fica tão grande que a "solução" é NÃO PENSAR ou GUERREAR. A maioria dos seres humanos encontra-se "dormindo", anestesiado entre o mundo do trabalho e o mundo social, para muitas pessoas viver significa SUPERFÍCIE, ou seja, viver apenas o cotidiano simples sem questionar, sem debater questões mais profundas que podem fazer toda a diferença.
Muitos vivem inebriados com a TV, outros se esforçam ao máximo para entrarem nos estereótipos da beleza contemporânea, outros acham que a vida é feita de festas, grifes e conquistas de títulos...enquanto outros vivem na miséria, sofrem discriminação social e racial e devido a revolta por sua situação, entram no mundo da criminalidade ou do tráfico de drogas.
NOSSO MUNDO ESTÁ VIVENDO O CAOS? Está.
NÃO TEMOS MAIS ESPERANÇA DE QUE AS COISAS POSSAM SE MODIFICAR? Talvez.
É POSSÍVEL QUE O SER HUMANO TOME OUTROS CAMINHOS EM QUE POSSA LIBERTAR-SE DA ESCRAVIDÃO DA DUALIDADE E QUE ESSE PLANETA POSSA SER UM LUGAR DE HARMONIA E PAZ? Se ele quiser.
PODEMOS NOS TRANSFORMAR BUSCANDO O EQUILÍBRIO ATRAVÉS DO AUTO-CONHECIMENTO E DA IDEIA DE QUE SOMOS TODOS UMA ÚNICA VIDA? Sim.
É através do QUERER que podemos nos transformar, despertando para um nova realidade, abrindo nossas mentes e nossos corações, libertando-nos de velhas formas de pensar, tendo novas atitudes, respeitando-nos e respeitando tudo a nossa volta.
O NOVO HUMANO NA TERRA é aquele que já compreendeu que é um ser espiritual vivendo dentro de um corpo físico neste plano, por um período de tempo. Sabe que é feito de uma Energia Criadora (Deus), portanto tem todo o potencial e inteligência para co-criar, utiliza os bens da terra sem apego, compartilha e celebra a vida.
Esse novo ser humano é dotado de uma nova consciência, sendo DESPERTO, agindo sem necessidade de competição, mas com serenidade, fazendo a sua parte sem sentir separação do todo, sendo útil, transformando a vida sem destruí-la por completo, sabe que sua casa é o planeta terra (eco – do grego “oikos” - casa), portanto utiliza tudo o que é natural, transforma, mas também devolve a natureza...extrai árvores, mas planta outras, cria empresas dentro dos conceitos ecológicos, vive em harmonia sem a necessidade da matança de animais, sem a necessidade de guerra ou a construção de armas, vive com uma consciência voltada para o Criador, com sentimento de infinita GRATIDÃO, sabendo que é frágil e forte ao mesmo tempo, sabendo que sua vida como encarnado é breve, sabendo que seu corpo é sagrado, a terra é sagrada e a vida é sagrada, tendo o sentimento de COMPLETO, PLENO, SÃO. Esse conceito é a ECO-ESPIRITUALIDADE OU A ECOVIDA PLANETÁRIA.
Texto: Maisa Correia
É através do QUERER que podemos nos transformar, despertando para um nova realidade, abrindo nossas mentes e nossos corações, libertando-nos de velhas formas de pensar, tendo novas atitudes, respeitando-nos e respeitando tudo a nossa volta.
O NOVO HUMANO NA TERRA é aquele que já compreendeu que é um ser espiritual vivendo dentro de um corpo físico neste plano, por um período de tempo. Sabe que é feito de uma Energia Criadora (Deus), portanto tem todo o potencial e inteligência para co-criar, utiliza os bens da terra sem apego, compartilha e celebra a vida.
Esse novo ser humano é dotado de uma nova consciência, sendo DESPERTO, agindo sem necessidade de competição, mas com serenidade, fazendo a sua parte sem sentir separação do todo, sendo útil, transformando a vida sem destruí-la por completo, sabe que sua casa é o planeta terra (eco – do grego “oikos” - casa), portanto utiliza tudo o que é natural, transforma, mas também devolve a natureza...extrai árvores, mas planta outras, cria empresas dentro dos conceitos ecológicos, vive em harmonia sem a necessidade da matança de animais, sem a necessidade de guerra ou a construção de armas, vive com uma consciência voltada para o Criador, com sentimento de infinita GRATIDÃO, sabendo que é frágil e forte ao mesmo tempo, sabendo que sua vida como encarnado é breve, sabendo que seu corpo é sagrado, a terra é sagrada e a vida é sagrada, tendo o sentimento de COMPLETO, PLENO, SÃO. Esse conceito é a ECO-ESPIRITUALIDADE OU A ECOVIDA PLANETÁRIA.
Texto: Maisa Correia
AS 4 ECOLOGIAS - LEONARDO BOFF
07:22 Maisa
Neste vídeo - Ecologia Ambiental
Leonardo Boff - pseudônimo de Genézio Darci Boff (Concórdia, 14 de dezembro de 1938), é um teólogo brasileiro, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil. Foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. É respeitado pela sua história de defesa pelas causas sociais e atualmente debate também questões ambientais.
ECO-ESPIRITUALIDADE - Leonardo Boff
07:13 Maisa
Eco-espiritualidade: que significa ser e sentir-se Terra?
A Terra transformou-se atualmente no grande e obscuro objeto do amor humano. Damo-nos conta de que podemos ser destruidos. Não por alguma meteoro rasante, nem por algum cataclismo natural de proporções fantásticas. Mas por causa da irresponsável atividade humana. Duas máquinas de morte foram construidas e podem destruir a biosfera: o perigo nuclear e a sistemática agressão ecológica ao sistema Terra. Em razão deste duplo alarme, despertamos de um ancestral torpor. Somos responsáveis pela vida ou pela morte de nosso planeta vivo. Depende de nós o futuro comum, nosso e de nossa querida casa comum: a Terra. Como meio de salvação da Terra é invocada a ecologia. Não no seu sentido palmar e técnico como gerenciamento do recursos naturais, mas como uma visão do mundo alternativa, como um novo paradigma de relacionamento respeitoso e sinergético para com a Terra e para com tudo o que ela contém.
Mais e mais entendemos que a ecologia se transformou no contexto de todos os problemas, da educação, do processo industrial, da urbanização, do direito e da reflexão filosofica e religiosa. A partir da ecologia se está elaborando e impondo um novo estado de consciência na humanidade que se caracteriza por mais benevolência, mais compaixão, mais sensibilidade, mais enternecimento, mais solidariedade, mais cooperação, mais reponsabilidade entre os seres humanos em face da Terra e da necessidade de sua preservação.
Nessa perspectiva alimentamos uma atitude otimista. A Terra pode e deve ser salva. E será salva. Ela já passou por mais de l5 grandes devastações. E sempre sobreviveu e salvaguardou o princípio da vida. E irá superar também os atuais impasse. Entretanto sob uma condição: que mudemos de rumo e que troquemos de ótica. Desta nova ótica surgirá uma nova ética de responsabilidade partilhada e de sinergia para com a Terra.
Tentemos fundamentar esse nosso otimismo.
1. Somos Terra que pensa, sente e ama
O ser humano, nas várias culturas e fases históricas, revelou essa intuição segura: pertencemos à Terra; somos filhos e filhas da Terra; somos Terra. Daí que homem vem de húmus. Viemos da Terra e voltaremos à Terra. A Terra não está à nossa frente como algo distinto de nós mesmos. Temos a Terra dentro de nóss. Somos a própria Terra que na sua evolução chegou ao estágio de sentimento, de compreensão, de vontade, de responsabilidade e de veneração. Numa palavra: somos a Terra no seu momento de auto-realização e de auto-consciência.
Inicialmente não há, pois, distância entre nós e a Terra. Formamos uma mesma realidade complexa, diversa e única.
Foi o que testemunharam os vários austronautas, os primeiros a contemplar a Terra de fora da Terra. Disseram-no enfaticamente: daqui da lua ou a bordo de nossas naves espaciais não notamos diferença entre Terra e humanidade , entre negros e brancos, democratas ou socialistas, ricos e pobres. Humanidade e Terra formamos uma única realidade esplêndida, reluzente, frágil e cheia de vigor. Essa percepção não é ilusória. É radicalmente verdadeira.
Dito em termos da moderna cosmologia: somos formados com as mesmas energias, com os mesmos elementos físico-químicos dentro da mesma rede de relações de tudo com tudo que atuam há l5 bilhões de anos, desde que o universo, dentro de uma incomensurável instabilidade (big bang= inflação e explosão), emergiu na forma que hoje conhecemos. Conhecendo um pouco esta história do universo e da Terra estamos conhecendo a nós mesmos e a nossa ancestralidade.
Cinco grandes atos estruturam o teatro universal do qual nós somos co-atores.
O primeiro é o cósmico; irrompeu o universo ainda em processo de expansão; e na medida em que se expande se auto-cria e se diversifica. Nós estávamos lá nas probabilidades contidas nesse processo.
O segundo é o químico; no seio das grandes estrelas vermelhas (os primeiros corpos que se densificaram se formam há pelo menos l0 bilhões de anos) formaram-se todos os elementos pesados que hoje constituem cada um dos seres, como o oxigênio, o carbono, o silício, o nitrogênio etc. Com a explosão destas grandes estrelas (viraram super novas) tais elementos se espalharam por todo o espaço; constituiram as galáxias, as estrelas, a Terra, os planetas e os satélites da atual fase do universo. Aqueles elementos químicos circulam por todo o nosso corpo, sangue e cérebro.
O terceiro ato é o biológico; da matéria que se complexifica e se enrola sobre si mesma, num processo chamado de autopoiese (autocriação e auto-organização), irrompeu, há 3,8 bilhões de anos, a vida em todas as suas formas; atravessou profundas dizimações mas sempre subsistiu e veio até nós em sua incomensurável diversidade..
O quarto é o humano, subcapítulo da história da vida. O princípio de complexidade e de auto-criação encontra nos seres humanos imensas possibilidades de expansão. A vida humana floresceu, cerca de 10 milhões de anos atrás. Surgiu na Africa. A partir dai, se difundiu por todos os continentes até conquistar os confins mais remotos da Terra. O humano mostrou grande flexibilidade; adaptou-se a todos os ecosistemas, aos mais gélidos dos pólos aos mais tórridos dos trópicos, no solo, no sub-solo, no ar e fora de nosso Planeta, nas naves espaciais e na Lua. Submeteu as demais espécies, menos a maioria dos virus e das bactérias. É o triunfo perigoso da espécie homo sapiens e demens.
Por fim, o quinto ato, é a planetário; a humanidade que estava dispersa, está voltando à casa comum, ao planeta Terra. Descobre-se como humanidade, com a mesma origem e o mesmo destino de todos os demais seres e da Terra. Sente-se como a mente consciente da Terra, um sujeito coletivo, para além das culturas singulares e dos estados-nações. Através dos meios de comunicação globais, da interdependência de todos com todos, está inaugurando uma nova fase de sua evolução, a fase planetária. A partir de agora a história será a história da espécie homo, da huminidade unificada e interconectada com tudo e com todos.
Só podemos entender o ser humano-Terra se o conectarmos com todo esse processo universal; nele os elementos materiais e as energias sutis conspiraram para que ele lentamente fosse sendo gestado e, finalmente, pudesse nascer..
2. Que é a dimensão-Terra em nós?
Mas que significa concretamente, além de nossa ancestralidade, a nossa dimensão-Terra? Significa, primeiramente, que somos parte e parcela da Terra. Viemos dela. Somos produto de sua atividade evolucionária. Temos no corpo, no sangue, no coração, na mente e no espírito elementos-Terra. Dessa constatação resulta a consciência de profunda unidade e identificação com a Terra e com sua imensa diversidade. Não podemos cair na ilusão racionalista e objetivista de que nos situamos diante da Terra como diante de um objeto estranho. Num primeiro momento vigora uma relação sem distância, sem vis-a-vis, sem separação. Somos um com ela.
Num segundo momento, podemos pensar a Terra e intervir nela. E então, sim, nos distanciamos dela para podermos vê-la melhor e poder atuar nela mais acertadamente. Esse distanciamento não rompe nosso cordão umbilical com ela. Portanto, esse segundo momento não invalida o primeiro. Ter esquecido nossa união com a Terra foi o equívoco do racionalismo em todas as suas formas de expressãso. Ele gerou a ruptura com a Mãe. Deu origem ao antropocentrismo, na ilusão de que, pelo fato de pensarmos a Terra e podermos intervir em seus ciclos, podermos nos colocar sobre ela para dominá-la e para dispôr dela a seu bel prazer.
Por sentirmo-nos filhos e filhas da Terra, por sermos a própria Terra pensante e amante, vivemo-la como Mãe. Ela é um princípio generativo. Representa o Feminino que concebe, gesta, e dá a luz. Emerge assim o arquétipo da Terra como Grande Mãe, Pacha Mama e Nana. Da mesma forma que tudo gera e entrega à vida, ela também tudo acolhe e tudo recolhe em seu seio. Ao morrer, voltamos à Mãe Terra. Regressamos ao seu útero generoso e fecundo. O Feng-Shui, a filosofia ecológica chinesa, apresenta um grandioso sentido da morte como união ao Tao que se manifesta nas energias da natureza. Durante a vida podemos nos sintonizar de tal forma com o Tao e com os ritmos da natureza que, na verdade, escapamos da morte; mudamos de estado para voltar a viver no mistério profundo da natureza, donde todos os seres vêm e para onde todos voltam. Conservar a natureza é condição de nossa imortalidade e condição também para que possam nascer novos seres humanos e fazerem seu percurso no tempo.
Sentir que somos Terra nos faz ter os pés no chão. Faz-nos perceber tudo da Terra, seu frio e calor, sua força que ameaça bem como sua beleza que encanta. Sentir a chuva na pele, a brisa que refresca, o tufão que avassala. Sentir a respiração que nos entra, os odores que nos embriagam ou nos enfastiam. Sentir a Terra é sentir seus nichos ecológicos, captar o espírito de cada lugar, inserir-se num determinado lugar. Ser Terra é sentir-se habitante de certa porção de terra. Habitando, nos fazemos de certa maneira prisioneiros de um lugar, de uma geografia, de um tipo de clima, de regime de chuvas e ventos, de uma maneira de morar e de trabalhar e de fazer história. Ser Terra é ser concreto concretíssimo. Configura o nosso limite. Mas também significa nossa base firme, nosso ponto de contemplação do todo, nossa plataforma para poder alçar vôo para além desta paisagem e deste pedaço de Terra, rumo ao Todo infinito.
Por fim, sentir-se Terra é perceber-se dentro de uma complexa comunidade de outros filhos e filhas da Terra. A Terra não produz apenas a nós seres humanos. Produz a miríade de micro-organismos que compõem 90% de toda a rede da vida, os insetos que constituem a biomassa mais importante da biodiversidade. Produz as águas, a capa verde com a infinita diversidade de plantas, flores e frutos. Produz a diversidade incontável de ser vivos, animais, pássaros e peixes, nossos companheiros dentro da unidade sagrada da vida porque em todos estão presentes os 20 aminoácidos que entram na composição da vida. Para todos produz as condições de subsistência, de evolução e de alimentação, no solo, no sub-solo e no ar. Sentir-se Terra é mergulhar na comunidade terrenal, no mundo dos irmãos e das irmãs, todos filhos e filhas da grande e generosa Mãe Terra, nosso lar comum.
Esta experiência de que somos Terra constituíu a experiência matriz da humanidade no paleolítico. Ela produziu uma espiritualidade e uma política.
Primeiro uma espiritualidade: por todas as partes, a começar pela Africa, especialmente a partir do Sahara há alguns milhares de anos, de 7000-6000 anos antes de nossa era, quando era ainda uma terra verde, rica e fértil passando por toda a bacia do Mediterrâneo, pela India e pela China predominavam as divindades femininas, a Grande Mãe Negra e a Mãe-rainha. A espiritualidade era de uma profunda união cósmica e de uma conexão orgânica com todos os elementos como expressões do Todo.
Ao lado desta espiritualidade surgiu, em segundo lugar, uma política: as instituições matriarcais. As mulheres formavam os eixos organizadores da sociedade e da cultura. Surgiram sociedades sacrais, perpassadas de reverência, de enternecimento e de proteção à vida. Até hoje carregamos a memória desta experiência da Terra-Mãe, na forma de arquétipos e de uma insaciável nostalgia por integração, inscrita nos nossos próprios genes. Os arquétipos continuam irradiar em nossa vida porque rememoram um passado histórico real que quer ser resgatado e ganhar ainda vigência na vida atual.
O ser humano precisa refazer essa experiência espiritual de fusão orgânica com a Terra, a fim de recuperar suas raizes e experimentar sua própria identidade radical. Ele precisa ressuscitar também a memória política do feminino para que a dimensão da anima entre na elaboração de políticas com mais equidade entre os sexos e com maior capacidade de integração. Surgirá naturalmente a experiência de Deus como Mãe infinita e cheia de misericórdia. Essa experiência associada àquela do Pai de infinita bondade e justiça nos abrirá a uma experiência mais global e integradora de Deus.
Essa nova ótica poderá produzir uma nova ética, ética centrada no cuidado por tudo o que vive. No novo paradigma emergente, a Terra e os filhos e filhas da Terra fundarão a grande centralidade, talvez o grande sonho do século XXI. Então podemos contar com paz ansiada por todos, fruto da reconciliação do ser humano com suas raizes telúricas, com a Fonte generadora de todo o ser - o Deus-Mãe - morando todos juntos na Casa Comum, a Terra.
Enfim, queremos deixar uma questão em aberto: será que toda a luta pela terra que o Movimento dos Sem Terra, os Zapatistas e outros movimentos pelo mundo afora levam avante não vive dessa mística inconsciente, de que se trata não apenas de uma luta por um meio de produção (que nunca deixa de ser) mas acima de tudo por uma compreensão diferente do ser humano como um ser da Terra, pela Terra, com a Terra? Não há a percepção mais ou menos clara de que sem a Terra o ser humano é menos, não alcança ser plenamente humano e inteiro? Possivelmente esse valor, pois é disso que se trata, constitui a seiva secreta que alimenta todas as iniciativas, quase sempre arriscadas e que mantém viva a determinação, a despeito de todas as ameaças de morte, de ocupar a Terra para nela lançar raizes, morar, criar a sua morada (os gregos chamavam isso de ethos e os latinos de habitat), plantar e conviver com os outros seres da Terra?
A consciênca coletiva incorpora mais e mais a idéia e o valor de que o Planeta Terra é a Nossa Casa Comum e a única que temos. Importa, por isso, cuidar dela, torná-la habitável para todos, conservá-la em sua generosidade e preservá-la em sua integridade e esplendor. Dai nasce um ethos mundial compartido por todos, capaz de unir os seres humanos para além de suas diferenças culturais, sentido-se de fato como filhos e filhas da Terra que a amam e respeitam como a sua própria Mãe.
A Terra transformou-se atualmente no grande e obscuro objeto do amor humano. Damo-nos conta de que podemos ser destruidos. Não por alguma meteoro rasante, nem por algum cataclismo natural de proporções fantásticas. Mas por causa da irresponsável atividade humana. Duas máquinas de morte foram construidas e podem destruir a biosfera: o perigo nuclear e a sistemática agressão ecológica ao sistema Terra. Em razão deste duplo alarme, despertamos de um ancestral torpor. Somos responsáveis pela vida ou pela morte de nosso planeta vivo. Depende de nós o futuro comum, nosso e de nossa querida casa comum: a Terra. Como meio de salvação da Terra é invocada a ecologia. Não no seu sentido palmar e técnico como gerenciamento do recursos naturais, mas como uma visão do mundo alternativa, como um novo paradigma de relacionamento respeitoso e sinergético para com a Terra e para com tudo o que ela contém.
Mais e mais entendemos que a ecologia se transformou no contexto de todos os problemas, da educação, do processo industrial, da urbanização, do direito e da reflexão filosofica e religiosa. A partir da ecologia se está elaborando e impondo um novo estado de consciência na humanidade que se caracteriza por mais benevolência, mais compaixão, mais sensibilidade, mais enternecimento, mais solidariedade, mais cooperação, mais reponsabilidade entre os seres humanos em face da Terra e da necessidade de sua preservação.
Nessa perspectiva alimentamos uma atitude otimista. A Terra pode e deve ser salva. E será salva. Ela já passou por mais de l5 grandes devastações. E sempre sobreviveu e salvaguardou o princípio da vida. E irá superar também os atuais impasse. Entretanto sob uma condição: que mudemos de rumo e que troquemos de ótica. Desta nova ótica surgirá uma nova ética de responsabilidade partilhada e de sinergia para com a Terra.
Tentemos fundamentar esse nosso otimismo.
1. Somos Terra que pensa, sente e ama
O ser humano, nas várias culturas e fases históricas, revelou essa intuição segura: pertencemos à Terra; somos filhos e filhas da Terra; somos Terra. Daí que homem vem de húmus. Viemos da Terra e voltaremos à Terra. A Terra não está à nossa frente como algo distinto de nós mesmos. Temos a Terra dentro de nóss. Somos a própria Terra que na sua evolução chegou ao estágio de sentimento, de compreensão, de vontade, de responsabilidade e de veneração. Numa palavra: somos a Terra no seu momento de auto-realização e de auto-consciência.
Inicialmente não há, pois, distância entre nós e a Terra. Formamos uma mesma realidade complexa, diversa e única.
Foi o que testemunharam os vários austronautas, os primeiros a contemplar a Terra de fora da Terra. Disseram-no enfaticamente: daqui da lua ou a bordo de nossas naves espaciais não notamos diferença entre Terra e humanidade , entre negros e brancos, democratas ou socialistas, ricos e pobres. Humanidade e Terra formamos uma única realidade esplêndida, reluzente, frágil e cheia de vigor. Essa percepção não é ilusória. É radicalmente verdadeira.
Dito em termos da moderna cosmologia: somos formados com as mesmas energias, com os mesmos elementos físico-químicos dentro da mesma rede de relações de tudo com tudo que atuam há l5 bilhões de anos, desde que o universo, dentro de uma incomensurável instabilidade (big bang= inflação e explosão), emergiu na forma que hoje conhecemos. Conhecendo um pouco esta história do universo e da Terra estamos conhecendo a nós mesmos e a nossa ancestralidade.
Cinco grandes atos estruturam o teatro universal do qual nós somos co-atores.
O primeiro é o cósmico; irrompeu o universo ainda em processo de expansão; e na medida em que se expande se auto-cria e se diversifica. Nós estávamos lá nas probabilidades contidas nesse processo.
O segundo é o químico; no seio das grandes estrelas vermelhas (os primeiros corpos que se densificaram se formam há pelo menos l0 bilhões de anos) formaram-se todos os elementos pesados que hoje constituem cada um dos seres, como o oxigênio, o carbono, o silício, o nitrogênio etc. Com a explosão destas grandes estrelas (viraram super novas) tais elementos se espalharam por todo o espaço; constituiram as galáxias, as estrelas, a Terra, os planetas e os satélites da atual fase do universo. Aqueles elementos químicos circulam por todo o nosso corpo, sangue e cérebro.
O terceiro ato é o biológico; da matéria que se complexifica e se enrola sobre si mesma, num processo chamado de autopoiese (autocriação e auto-organização), irrompeu, há 3,8 bilhões de anos, a vida em todas as suas formas; atravessou profundas dizimações mas sempre subsistiu e veio até nós em sua incomensurável diversidade..
O quarto é o humano, subcapítulo da história da vida. O princípio de complexidade e de auto-criação encontra nos seres humanos imensas possibilidades de expansão. A vida humana floresceu, cerca de 10 milhões de anos atrás. Surgiu na Africa. A partir dai, se difundiu por todos os continentes até conquistar os confins mais remotos da Terra. O humano mostrou grande flexibilidade; adaptou-se a todos os ecosistemas, aos mais gélidos dos pólos aos mais tórridos dos trópicos, no solo, no sub-solo, no ar e fora de nosso Planeta, nas naves espaciais e na Lua. Submeteu as demais espécies, menos a maioria dos virus e das bactérias. É o triunfo perigoso da espécie homo sapiens e demens.
Por fim, o quinto ato, é a planetário; a humanidade que estava dispersa, está voltando à casa comum, ao planeta Terra. Descobre-se como humanidade, com a mesma origem e o mesmo destino de todos os demais seres e da Terra. Sente-se como a mente consciente da Terra, um sujeito coletivo, para além das culturas singulares e dos estados-nações. Através dos meios de comunicação globais, da interdependência de todos com todos, está inaugurando uma nova fase de sua evolução, a fase planetária. A partir de agora a história será a história da espécie homo, da huminidade unificada e interconectada com tudo e com todos.
Só podemos entender o ser humano-Terra se o conectarmos com todo esse processo universal; nele os elementos materiais e as energias sutis conspiraram para que ele lentamente fosse sendo gestado e, finalmente, pudesse nascer..
2. Que é a dimensão-Terra em nós?
Mas que significa concretamente, além de nossa ancestralidade, a nossa dimensão-Terra? Significa, primeiramente, que somos parte e parcela da Terra. Viemos dela. Somos produto de sua atividade evolucionária. Temos no corpo, no sangue, no coração, na mente e no espírito elementos-Terra. Dessa constatação resulta a consciência de profunda unidade e identificação com a Terra e com sua imensa diversidade. Não podemos cair na ilusão racionalista e objetivista de que nos situamos diante da Terra como diante de um objeto estranho. Num primeiro momento vigora uma relação sem distância, sem vis-a-vis, sem separação. Somos um com ela.
Num segundo momento, podemos pensar a Terra e intervir nela. E então, sim, nos distanciamos dela para podermos vê-la melhor e poder atuar nela mais acertadamente. Esse distanciamento não rompe nosso cordão umbilical com ela. Portanto, esse segundo momento não invalida o primeiro. Ter esquecido nossa união com a Terra foi o equívoco do racionalismo em todas as suas formas de expressãso. Ele gerou a ruptura com a Mãe. Deu origem ao antropocentrismo, na ilusão de que, pelo fato de pensarmos a Terra e podermos intervir em seus ciclos, podermos nos colocar sobre ela para dominá-la e para dispôr dela a seu bel prazer.
Por sentirmo-nos filhos e filhas da Terra, por sermos a própria Terra pensante e amante, vivemo-la como Mãe. Ela é um princípio generativo. Representa o Feminino que concebe, gesta, e dá a luz. Emerge assim o arquétipo da Terra como Grande Mãe, Pacha Mama e Nana. Da mesma forma que tudo gera e entrega à vida, ela também tudo acolhe e tudo recolhe em seu seio. Ao morrer, voltamos à Mãe Terra. Regressamos ao seu útero generoso e fecundo. O Feng-Shui, a filosofia ecológica chinesa, apresenta um grandioso sentido da morte como união ao Tao que se manifesta nas energias da natureza. Durante a vida podemos nos sintonizar de tal forma com o Tao e com os ritmos da natureza que, na verdade, escapamos da morte; mudamos de estado para voltar a viver no mistério profundo da natureza, donde todos os seres vêm e para onde todos voltam. Conservar a natureza é condição de nossa imortalidade e condição também para que possam nascer novos seres humanos e fazerem seu percurso no tempo.
Sentir que somos Terra nos faz ter os pés no chão. Faz-nos perceber tudo da Terra, seu frio e calor, sua força que ameaça bem como sua beleza que encanta. Sentir a chuva na pele, a brisa que refresca, o tufão que avassala. Sentir a respiração que nos entra, os odores que nos embriagam ou nos enfastiam. Sentir a Terra é sentir seus nichos ecológicos, captar o espírito de cada lugar, inserir-se num determinado lugar. Ser Terra é sentir-se habitante de certa porção de terra. Habitando, nos fazemos de certa maneira prisioneiros de um lugar, de uma geografia, de um tipo de clima, de regime de chuvas e ventos, de uma maneira de morar e de trabalhar e de fazer história. Ser Terra é ser concreto concretíssimo. Configura o nosso limite. Mas também significa nossa base firme, nosso ponto de contemplação do todo, nossa plataforma para poder alçar vôo para além desta paisagem e deste pedaço de Terra, rumo ao Todo infinito.
Por fim, sentir-se Terra é perceber-se dentro de uma complexa comunidade de outros filhos e filhas da Terra. A Terra não produz apenas a nós seres humanos. Produz a miríade de micro-organismos que compõem 90% de toda a rede da vida, os insetos que constituem a biomassa mais importante da biodiversidade. Produz as águas, a capa verde com a infinita diversidade de plantas, flores e frutos. Produz a diversidade incontável de ser vivos, animais, pássaros e peixes, nossos companheiros dentro da unidade sagrada da vida porque em todos estão presentes os 20 aminoácidos que entram na composição da vida. Para todos produz as condições de subsistência, de evolução e de alimentação, no solo, no sub-solo e no ar. Sentir-se Terra é mergulhar na comunidade terrenal, no mundo dos irmãos e das irmãs, todos filhos e filhas da grande e generosa Mãe Terra, nosso lar comum.
Esta experiência de que somos Terra constituíu a experiência matriz da humanidade no paleolítico. Ela produziu uma espiritualidade e uma política.
Primeiro uma espiritualidade: por todas as partes, a começar pela Africa, especialmente a partir do Sahara há alguns milhares de anos, de 7000-6000 anos antes de nossa era, quando era ainda uma terra verde, rica e fértil passando por toda a bacia do Mediterrâneo, pela India e pela China predominavam as divindades femininas, a Grande Mãe Negra e a Mãe-rainha. A espiritualidade era de uma profunda união cósmica e de uma conexão orgânica com todos os elementos como expressões do Todo.
Ao lado desta espiritualidade surgiu, em segundo lugar, uma política: as instituições matriarcais. As mulheres formavam os eixos organizadores da sociedade e da cultura. Surgiram sociedades sacrais, perpassadas de reverência, de enternecimento e de proteção à vida. Até hoje carregamos a memória desta experiência da Terra-Mãe, na forma de arquétipos e de uma insaciável nostalgia por integração, inscrita nos nossos próprios genes. Os arquétipos continuam irradiar em nossa vida porque rememoram um passado histórico real que quer ser resgatado e ganhar ainda vigência na vida atual.
O ser humano precisa refazer essa experiência espiritual de fusão orgânica com a Terra, a fim de recuperar suas raizes e experimentar sua própria identidade radical. Ele precisa ressuscitar também a memória política do feminino para que a dimensão da anima entre na elaboração de políticas com mais equidade entre os sexos e com maior capacidade de integração. Surgirá naturalmente a experiência de Deus como Mãe infinita e cheia de misericórdia. Essa experiência associada àquela do Pai de infinita bondade e justiça nos abrirá a uma experiência mais global e integradora de Deus.
Essa nova ótica poderá produzir uma nova ética, ética centrada no cuidado por tudo o que vive. No novo paradigma emergente, a Terra e os filhos e filhas da Terra fundarão a grande centralidade, talvez o grande sonho do século XXI. Então podemos contar com paz ansiada por todos, fruto da reconciliação do ser humano com suas raizes telúricas, com a Fonte generadora de todo o ser - o Deus-Mãe - morando todos juntos na Casa Comum, a Terra.
Enfim, queremos deixar uma questão em aberto: será que toda a luta pela terra que o Movimento dos Sem Terra, os Zapatistas e outros movimentos pelo mundo afora levam avante não vive dessa mística inconsciente, de que se trata não apenas de uma luta por um meio de produção (que nunca deixa de ser) mas acima de tudo por uma compreensão diferente do ser humano como um ser da Terra, pela Terra, com a Terra? Não há a percepção mais ou menos clara de que sem a Terra o ser humano é menos, não alcança ser plenamente humano e inteiro? Possivelmente esse valor, pois é disso que se trata, constitui a seiva secreta que alimenta todas as iniciativas, quase sempre arriscadas e que mantém viva a determinação, a despeito de todas as ameaças de morte, de ocupar a Terra para nela lançar raizes, morar, criar a sua morada (os gregos chamavam isso de ethos e os latinos de habitat), plantar e conviver com os outros seres da Terra?
A consciênca coletiva incorpora mais e mais a idéia e o valor de que o Planeta Terra é a Nossa Casa Comum e a única que temos. Importa, por isso, cuidar dela, torná-la habitável para todos, conservá-la em sua generosidade e preservá-la em sua integridade e esplendor. Dai nasce um ethos mundial compartido por todos, capaz de unir os seres humanos para além de suas diferenças culturais, sentido-se de fato como filhos e filhas da Terra que a amam e respeitam como a sua própria Mãe.
CULTURA DE PAZ
07:05 Maisa
Cultura de Paz: A ONU definiu o conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida associados à cultura de paz na Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, divulgada em 13 de setembro de 1999.
Diversas instituições em todo o mundo aderiram a esta declaração e se empenham na concretização destes ideais.
Diversas instituições em todo o mundo aderiram a esta declaração e se empenham na concretização destes ideais.
Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados:
* No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação;
* No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
*No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
* Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
* No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
* No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
* No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
* Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações; e animados por uma atmosfera nacional e internacional que favoreça a paz.”
(Fonte: ONU, 2004).
* No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação;
* No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
*No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
* Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
* No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
* No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
* No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
* Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações; e animados por uma atmosfera nacional e internacional que favoreça a paz.”
(Fonte: ONU, 2004).
O QUE É ECOVIDA PLANETÁRIA?
21:26 Maisa
É um conceito filosófico, social, ambiental, psicológico e espiritual sobre a interação e comunhão entre o ser humano, o planeta e todos os seres, tornado a vida sagrada e respeitada. Dentro desssa visão de UNICIDADE o ser respeita seus semelhantes, assim como a diversidade cultural e religiosa, pois compreende que somos todos criaturas oriundas de uma mesma Fonte.
Autora do termo ECOVIDA PLANETÁRIA: Maisa Correia
Autora da logo ECOVIDA PLANETÁRIA: Maisa Correia
O QUE É ECOLOGIA?
20:11 Maisa
A Ecologia é a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição.As interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem origem no grego "oikos", que significa casa, e "logos", estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou, de forma mais genérica, do lugar onde se vive.
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